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Como é difícil a "democracia"


Pra quem está descontente com o Marcelo Tas, posto aqui texto e vídeo que ele postou e é muito bacana.
fonte: http://blogdotas.terra.com.br
Video: o animador italiano Bruno Bozzeto compara o comportamento dos italianos com os demais participantes da comunidade européia. Observe atentamente e tente encontrar semelhanças com o comportamento dos brasileiros. Depois pense no fato de tanto eles, italianos, como nós, brasileiros, não conseguirmos nos livrar de algumas pragas seculares como Sarney e Berlusconi.

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FROST|NIXON


Fonte: Omelete.com.br e wikipedia
Impressionante ao assistir este filme a percepção de que somos mantidos por versões de fatos ocorridos. Nunca entendemos os problemas a fundo, tomamos pequenas doses de verdades, quase sempre inseridas em outro contexto e nos julgamos grandes sabedores desse ou daquele assunto. Fazendo uma conexão com o Brasil, vejo a discussão do salário mínimo, onde um parlamentar disse que o valor pedido de R$ 560,00 em relação ao aprovado de R$ 545,00 representava no bolso de cada brasileiro uma moeda de R$ 0,50 ao dia, mas será que ele não se atentou para o fato de que muitas prefeituras teriam problemas de caixa significativo, podendo chegar a inoperância do serviço público caso esses R$ 15,00 por pessoa nas contas chegassem a milhões de reais. Voltando ao filme, em 19 de maio de 1977, quase três anos depois de renunciar à presidência dos Estados Unidos, Richard Nixon (1913-1994) concedeu uma rara entrevista ao britânico David Frost. A conversa, dividida em quatro partes se tornaria a entrevista mais vista da história da televisão mundial. Depois de virar peça chegou ao cinema, avalizada por cinco indicações ao Oscar, incluindo melhor filme.
História e Fantasia
Muitos historiadores apontaram imprecisões nos fatos narrados no filme, incluindo os biógrafos de Nixon Jonathan Aitken e Elizabeth Drew. Aitken diz que o telefonema de um Nixon bêbado tarde da noite nunca aconteceu e que seria uma invenção do roteirista Peter Morgan.". Aitken lembra que "Frost não acuou Nixon durante a parte final da entrevista que teria causado uma danosa admissão de culpa. O que o presidente "confessou" sobre Watergate foi cuidadosamente preparado antes. E foi apenas com uma considerável ajuda e conselhos de sua equipe de adversários do ex-presidente que Frost conseguiu mais coisas de Nixon, na sequência de close ups, refreando a atitude feroz e adotando uma abordagem cavalheiresca." David Edelstein do New York Magazine escreveu que o filme exagera na importância da entrevista de Frost. Edelstein notou uma "edição seletiva, com o roteirista Morgan intencionando mostrar que Frost levou Nixon a admitir mais do que queria." Elizabeth Drew do Huffington Post e autora de Richard M. Nixon notou a omissão de que Nixon recebeu 20% dos lucros com o programa de Frost. Drew disse que uma fala crítica do filme, quando Nixon admite "...o envolvimento em um "acobertamento"", foi modificada pois na verdade o ex-presidente teria dito 'You're wanting to me to say that I participated in an illegal cover-up. No!'" ("Você espera que eu diga que participei de um acobertamento ilegal. Não!")
Fred Schwarz, escreveu no National Review online: "Frost/Nixon é uma tentativa de usar a história, transformar em retrospectiva uma derrota em vitória. Mas acrescenta: Frost/Nixon é um bom trabalho de dramatização sobre as negociações e preparativos para a entrevista. Mas que a imagem de Frank Langella, como um Nixon com traços de Brezhnev, não levou a uma boa performance. E que a premissa fundamental do filme está errada.
Caroline Cushing Graham, em uma entrevista de dezembro de 2008, afirmou que a primeira viagem dela com Frost foi para assistir a luta de Muhammad Ali no Zaire, e que se conheciam cinco anos antes do que o mostrado no filme. E que, ao contrário do exibido, Frost usava um motorista para dirigir, pois estava sempre fazendo anotações para o programa.
Diane Sawyer disse em dezembro de 2008 que "Jack Brennan é interpretado como sendo um cara militarizado", tanto na peça como no filme, mas que na verdade ele era muito engraçado, irreverente e maravilhoso.

O Filme
Não é um assunto fácil, e o diretor Ron Howard (O Código Da Vinci) o organiza na tela na forma de um semidocumentário: os assessores de Frost e de Nixon - vividos pelos bons coadjuvantes Oliver Platt, Kevin Bacon, Matthew Macfadyen e Sam Rockwell - surgem então em cena, falando diretamente para a câmera, como que relembrando o passado, os dias de tensa gravação, para ajudar o espectador a acompanhar a lavagem de roupa suja do Watergate e da Guerra do Vietnã, as pautas centrais da entrevista.
Colocar os coadjuvantes para comentar a ação dos protagonistas - Frank Langella como Nixon e Michael Sheen como Frost, ambos reprisando seus papéis na peça do dramaturgo Peter Morgan - didatiza demais alguns momentos que deveriam ser de introspecção. No geral, porém, isso não prejudica o filme. Howard tem o bom senso de deixar Frank Langella trabalhar. O ator, indicado ao Oscar, faz metade do trabalho, e a trilha sonora de Hans Zimmer faz o resto.
O suspense da música de Zimmer e a direção inesperadamente firme de Howard ( que entende de cinema como Frost entende de televisão, domina bem os momentos que pedem um close-up, os momentos que pedem um enquadramento simultâneo dos dois atores, etc.) transformam esse tema aparentemente sonolento em um duelo quase existencial. Quando não está narrando os momentos de gravação da entrevista, o texto de Frost/Nixon constrói bastidores de forma sintética, mas não reducionista (?), duas personalidades complexas, a do jornalista e a do presidente. O filme sobre a entrevista acaba sendo um filme sobre um combate de arena entre dois homens.
Nixon também, com seus problemas de suor, é um corpo estranho diante das câmeras. Em instante-chave, bêbado, o ex-presidente telefone no meio da madrugada para o inglês e desabafa: ambos, na visão de Nixon, são aqueles marginalizados que lutaram a vida inteira para serem aceitos pelo sistema, mas jamais terão seu esforço plenamente reconhecido. São dois arquétipos gêmeos, afinal, e a entrevista é menos um julgamento público do ex-presidente do que uma briga para ver qual dos dois será abraçado pelo sistema, ainda que momentaneamente, como vencedor. Só o mais forte sobrevive, enfim, pra usar uma expressão fácil.
Nesse sentido, Frost/Nixon é um filme bastante lúcido sobre a comunicação de massa, digno das maiores obras-primas que Hollywood já legou sobre o assunto, como A Montanha dos Sete Abutres (1951) e Rede de Intrigas (1976). Tanto David Frost quando Richard Nixon estão, cada um em sua poltrona, de frente às câmeras, tentando derrotar a imagem de si que o outro constrói. O uso equilibrado do close-up por Ron Howard, aliás, é consciente desse poder da imagem - o diretor sabe, assim como os assessores de Frost repetem no filme, que um semblante imortalizado na tela num momento de derrota pode ser mais eloquente do que uma declaração de culpa. Para usar outro chavão, é aquela coisa da imagem que vale mais do que mil palavras.
Afinal, Nixon, forçado a renunciar por conta do escândalo do grampo na sede do partido democrata, luta por sua sobrevivência política e Frost, estrangeiro visto nos EUA como um bon vivant que só sabe fazer shows de variedade, luta por sua dignidade (sem contar as dívidas, a carreira...). A princípio, manter em cena a namorada de Frost pode parecer um recurso falho (como se o amor estivesse em jogo ou algo assim), mas no fundo serve para nos manter informados o tempo inteiro de que o entrevistador é um estranho que não domina totalmente a importância daquele evento, o que só enriquece o arco do seu personagem. O filme sobressai, como relato de uma época de versões ( que acontecem até hoje) e valores éticos e morais tomam o poder de comunicação de pessoas, cada um em sua área, a seu favor. Citando Zizek, talvez não adiante questionar se a resposta é a certa se o problema não foi devidamente formulado. Aqui a resposta é clara (se a pergunta foi correta). A verdade defendida e os interesses interiores usaram a televisão como ferramenta para um julgamento que existiu diante de toda a população americana nos horários nobres de diversos canais. O juiz: David Frost.

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O extraordinário impacto do lixo

Pode apostar que, quanto mais lixo produzimos, pior estamos nos alimentando.
Na semana passada fui ver um filme que deveria ser exibido em todas as escolas do país! "Lixo Extraordinário", documentário que concorre ao Oscar 2011, mostra a vida dos catadores de material reciclável no aterro sanitário do Gramacho, um dos maiores do mundo, no Rio. Também mostra como a arte pode virar a realidade dessas pessoas de cabeça para baixo.
Quando a gente produz nosso lixo diário, dificilmente pensa no impacto que esses dejetos vão ter para o ambiente e para a vida de outras pessoas. Além de separar os recicláveis (o que já deveria ser uma prática regular em todos os cantos do planeta), a própria maneira como consumimos, produzimos lixo e nos livramos dele deveria ser revista.
É uma cadeia de produção assustadora! O que isso tem a ver com saúde? Tudo! Pode apostar que, quanto mais lixo produzimos, pior estamos nos alimentando!
Outro filme que me veio à cabeça quando vi "Lixo Extraordinário" foi o já clássico "Ilha das Flores" (1989), curta do diretor gaúcho Jorge Furtado que, contando a saga de um tomate, faz uma crítica ácida à nossa sociedade de consumo. A questão ambiental ocupa cada vez mais espaço em nossas vidas. Água, energia, lixo e aquecimento global são temas que vamos ter de encarar. A ligação de tudo isso com nosso estilo de vida, nossa saúde e nosso comportamento não é uma discussão tão óbvia, mas é fundamental. Essa "ecologia" humana já é uma das bolas da vez!
Talvez o mais bonito desse filme seja justamente focar as pessoas, no impacto que o lixo produz em suas vidas, no resgate da sua auto-estima, no poder de compreensão do que é a arte e em como ela pode ser transformadora. Na semana passada, voando para o Rio encontrei um dos personagens (o Tião). Virei tiete! Como o cara é bacana! O lixo pode ser mesmo extraordinário!
*Jairo Bouer é médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com residência em psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da USP. A partir do seu trabalho no Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas da USP (Prosex), virou referência no Brasil sobre saúde e comportamento do jovem. Além da prática de consultório, mantém programas em TV e rádio e colaborações em jornais, revistas e sites. Este artigo foi publicado originalmente no caderno Folhateen do Jornal Folha de S.Paulo, na edição de dia 14/02/2011.

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A escola das Redes Sociais

Existem atualmente inúmeras Redes Sociais onde umas se destacam mais que outras. Por serem populares, outras por serem voltadas apenas para um público alvo ou por apenas possuírem uma função. A mesma coisa acontece em uma Escola de ensino médio (pelo menos nos EUA), alguns alunos são mais populares outros são mais inteligentes e assim por diante.
O infográfico (em inglês) mostra a comparação entre as duas coisas e como seria se as redes Sociais fossem Escolas e suas características.

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WikiLeaks e Jornalismo

Bill Keller, do New York Times está quase pronto admitir relação do WikiLeaks e Jornalismo.
Quando WikiLeaks explodiu para o mundo no ano passado, com o lançamento de uma guerra iraquiana em classificados de vídeo e, em seguida, com o surgimento de milhares de documentos relacionados com a guerra no Afeganistão , a resposta dos meios de comunicação tradicionais (em particular veículos reacionários como New York Times, EUA ou no Brasil Folha, O Globo e Estadão) foi muito interessante. Hoje a comunidade criada e representada mundialmente por Julian Assange, trás documentos relacionados a contato entre Egito e Israel, em http://wikileaks.ch/cable/2008/08/08TELAVIV1984.html até investigação meio sem nexo no oriente médio, vide http://wikileaks.ch/cable/2005/11/05CAIRO8938.html.
Embora o tempo trabalhado e investigado por Assange e seus companheiros a fim de obter acesso a e informar sobre os documentos, o editor executivo Bill Keller deixou claro que ele não considerava Assange um jornalista, nem fez ele pensar em WikiLeaks como em qualquer forma uma entidade jornalística. Baseado em alguns comentários que Helen Keller fez em um simpósio na Universidade de Columbia nesta quinta-feira, porém, ele pode mudar sua opinião.
Em seu recém-lançado e-book sobre como lidar com WikiLeaks (digo de passagem que é importantíssimo entender como funciona o mecanismo WikiLeaks, a parte de edição de conteúdo é de quem acessa o portal. É um canal fático não existe versão WikiLeaks, apenas trazem os documentos a conhecimento público), que foi extraído na revista Times New York , o editor executivo deixa claro que ele considerado o fundador WikiLeaks apenas uma fonte como qualquer outro, não jornalística um colega, e disse que ele que "hesita a descrever o que WikiLeaks não como jornalismo." Em dezembro, Keller parecia vir a admitir que o site pode estar praticando algo que se aproxima do jornalismo, quando disse a um evento da Fundação Nieman que a organização estava fazendo as coisas de uma "forma mais jornalística . " Mas ele acrescentou que ainda não foi "meu tipo de organização de notícias", e que se Assange estava agindo como um jornalista: "Eu não considerá-lo como uma alma gêmea - ele não é o tipo de jornalista que sou. "
Em um simpósio ontem na Escola de Jornalismo de Columbia, no entanto - onde Keller apareceu junto com Guardian editor-chefe Alan Rusbridger e Jack Goldsmith, professor da Harvard Law School e ex-procurador-geral adjunto, em um painel moderado por Emily Bell, da o Centro de reboque para Jornalismo Digital - o editor do Times todos, mas reconheceu que o site é uma entidade jornalística, quando ele disse que não apoio o Departamento dos EUA de tentativas de Justiça para construir um caso contra Assange ao abrigo da Lei de Espionagem. De acordo com a versão com fios de o evento , Keller disse:
É muito difícil conceber uma acusação de Julian Assange que não quis estender a lei a ser aplicável a nós. Importa o que pensem de Julian Assange ... os jornalistas deveriam ter um sentimento de alarme em qualquer ação judicial que pretende punir Assange para fazer o que os jornalistas fazem.
É bom ver que é o editor executivo do NYT o é - porém relutantemente - chegando por aí a ideia de que temos vindo a defender há algum tempo: a saber, que WikiLeaks é efetivamente uma entidade de mídia , e que o que ele faz pode ser classificada como jornalismo (faculdade de da Escola de Jornalismo de Columbia claramente acredita que esta bem , mesmo que Keller não ainda). Pode não ser o tipo de jornalismo que o New York Times se envolve, mas tem claramente um papel a desempenhar na expansão do ecossistema de mídia vemos emergir em torno de nós. E o fato de que o site é efetivamente um apátrida entidade (a "organização de notícias apátridas em primeiro lugar," o jornalismo da NYU professor Jay Rosen lhe chamou) é uma parte crucial dessa função, o analista de mídia Clay Shirky argumenta em um artigo recente do The Guardian .
Porque essa tensão entre os governos e leakers é tão importante, e porque WikiLeaks tão dramaticamente leakers ajuda, não é apenas um novo operador no cenário da mídia existente. Sua chegada, cria uma nova paisagem.
Porque WikiLeaks é "sediada na web", diz Shirky, nenhum país ou governo pode desligá-lo.Mesmo Assange, eventualmente, é processado ou removida de alguma forma como o chefe da organização, como dos primeiros e MP islandesa Birgitta Jonsdottir descreveu em um discurso recente , "mil cabeças mais vai sair." De fato, como observa Shirky, que já está acontecendo - Al-Jazeera e The Guardian formaram uma parceria para liberação de milhares de documentos sobre a relação entre Israel e Palestina (que passou a ser chamada de "Palestina Papers"), eo ex-funcionário de Daniel WikiLeaks Domscheit-Berg lançou uma entidade chamada OpenLeaks . Enquanto isso, o New York Times já falou sobre a possibilidade de criar sua própria caixa digital ponta, onde as fontes poderiam vazar documentos , em vez de enviá-los para WikiLeaks.
Se Bill Keller goste ou não, as ferramentas do jornalismo tenham sido solto a partir do controle de entidades como o New York Times ou The Guardian. Qualquer pessoa pode se tornar efetivamente um editor agora, e que inclui WikiLeaks e OpenLeaks e quem faz uso de ferramentas similares - assim como pessoas que se encontram na praça central do Cairo ou a Tunísia pode se comportar como os jornalistas se quiserem. Isso é um fenômeno importante, e seria bom ver o editor do NYT vir para a direita para fora e admitir que está acontecendo, em vez de continuar a dançar em torno das implicações.

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Eco Coke

‘Eco Coke’ é o simples e elegante conceito de Andrew Kim para a substituição da garrafa de Coca-Cola. Substituindo o plástico por matérias-primas 'verdes' (odeio este conceito) e tornando a garrafa retangular esta é uma proposta que foca a ecologia e a eficácia pelo aproveitamento do espaço, num incentivo à reciclagem, essa sim uma boa idéia.
A cada cinco minutos são utilizados dois milhões de garrafas de plástico apenas nos Estados Unidos. Não será difícil ou errado deduzir que uma grande parte dessas garrafas pertencem à Coca-Cola, e não estariam apenas cheias da bebida homônima, já que a famosa e poderosa marca comercializa outras, como é o caso da Sprite.
Tal quantidade de plástico acarreta emissões de carbono consideráveis e o prezado design das garrafas PET em pouco ou nada ajuda.
Pela observação, lógica e simplicidade, o jovem estudante universitário inglês, Andrew Kim, propôs-se reinventar a garrafa de Coca-Cola, com bastante sucesso, deve dizer-se.
As garrafas de plástico ocupam demasiado espaço, não o aproveitando convenientemente, cheias ou vazias, e apesar de 100% recicláveis, apenas 50% das garrafas distribuídas chega a ser reciclada. Se pensarmos no transporte: camiões, contentores de navio, entre outros, são rectangulares… Porque não dar essa mesma forma às garrafas?
É essa a solução genial de Andrew com o conceito ‘Eco Coke’, criado curiosamente como projecto no seu segundo semestre do ano de caloiro. Com um design minimalista, atraente, polido e com algo de futurista, esta embalagem ocupa menos espaço no transporte e armazenamento. Quando cheia ocupa menos espaço que as garrafas actualmente no mercado e pode ser empilhada, já que topo e fundo encaixam na perfeição. Quando vazia, o seu volume reduz-se facilmente em 66%.
Ao factor espaço, e consequente incentivo à reciclagem, une-se outro factor verde: a nova garrafa é feita inteiramente de subprodutos da cana-de-açúcar, matéria-prima renovável, barata e com baixas emissões de dióxido de carbono e outros poluentes.
Em termos estéticos, ainda que com novo formato, e até nova abertura numa posição não central para uma posição mais confortável ao beber, a marca gráfica é bem preservada e facilmente identificável. O mesmo produto, o mesmo sabor, um design actual, funcional, económica e ecologicamente viável.
Apesar das evidentes potencialidades deste conceito, e ainda que haja rumores nesse sentido, é ainda incerto se a Coca-Cola estará disposta a abdicar da componente histórica da sua icónica garrafa. A ideia é genial, e tanto a marca como o ambiente teriam muito a ganhar com ela.

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Obsolescência Planejada

Comprar, tirar, comprar
Os produtos que compramos não duram tanto quanto deveriam. Por quê?

Obsolescência Planejada é a condição que ocorre a um produto que deixa de ser útil, mesmo estando em perfeito estado de funcionamento. Ou seja, são produtos deliberadamente projetados para deixar de funcionar em um curto espaço de tempo. São as porcarias industrializadas que consumimos em nosso dia-a-dia crentes que estamos adquirindo produtos de uma boa qualidade. Entretanto, a qualidade deles são boas para quem os produz, pois, esses produtos são fabricados visando a minimização dos custos e a maximização dos lucros. Por isso os produtos precisam ser baratos e frágeis, tendo sua obsolescência planejada para serem trocados seguidamente. Sendo caros, as pessoas não aceitariam sua má qualidade.
Com o avanço da tecnologia os produtos eletrônicos, como o celular, evoluíram em desing e funcionalidades. Agora esses pequenos aparelhos, dos quais somos atualmente dependentes, estão sendo projetados para deixar de funcionar em poucos anos, ou até menos. Cheguei a conclusão que os celulares não estragam mais, eles são produzidos pelo sistema da obsolescência planejada, sendo assim, são projetados para “estragar” em um determinado prazo. Imagina toda essas campanhas publicitárias para vender novos aparelhos de celular se os aparelhos durassem anos como era antigamente. Tem pessoas que trocam de celular de acordo com a moda. É somente a empresa lançar um novo modelo que este consumidor já se desfaz do seu aparelho “antigo” e adquire um novo.
Você já pensou como os objetos e aparelhos hoje em dia estragam ainda novinhos? Antigamente, um fogão, uma geladeira, uma cama, eram para toda a vida. Hoje estamos infestados de produtos que são estrategicamente fabricados para serem rapidamente descartados. Para mim isso se chama porcaria. A inteligência humana ao invés de desenvolver produtos duradouros, que utilizem poucos bens naturais e energia, faz exatamente o oposto. A geneosidade da tecnologia foi utilizada para manter um sistema de consumo e descarte exacerbado. Realmente estamos esquecendo de perceber que o planeta Terra é um sistema finito. Não se pode extrair seus bens naturais para criar produtos que serão descartados em menos de um ano.
Segundo estudo feito pela norte americana Annie Leonard, produtora da animação A História das Coisas, 99% dos produtos industrializados nos Estado Unidos são descartados em menos de seis meses. Nesta animação temos a nítida percepção de que nosso sistema de produção está errado. A cadeia produtiva atualmente é linear. Extrai o máximo dos bens naturais e causa um grave impacto no descarte dos bens de consumo. Nós processamos a Natureza e a transformamos em porcarias. O sistema funciona assim há algumas gerações apenas. Á poucos anos, os carros duravam décadas e os eletrodomésticos eram para uma vida inteira. E agora tenho que comprar um novo celular a cada ano. Algo está realmente errado. Mas onde está o erro deste sistema?
Assim como na política, que na teoria é do povo para o povo, no mercado é a mesma situação. Enquanto os consumidores não se organizarem e reivindicarem por produtos de qualidade nada conquistaremos. O poder está na mão do cidadão, se todos nós nos manifestarmos contra esse sistema que está exaurindo o planeta conquistaremos nossos direitos. Está na constituição brasileira no Art. 225: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.” Todos temos o dever de defender e preservar o meio ambiente. Essa não é uma tarefa apenas de ambientalistas e ecologista, mas sim de toda a civilização.
(Artigonal SC #1692566)

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