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A queda da "Cortina de Ferro" do Mundo Árabe

O que ocorre no mundo árabe, especialmente os distúrbios sociais presenciados na Tunísia, Egito, Iêmem, Bahrein e Líbia, me trazem a lembrança a queda da cortina de ferro, dos regimes comunistas do leste europeu, que, um a um, foram derrubados por levantes populares descontentes com os rumos daqueles países e a falta de horizontes e reformas.
Não afirmo que as causas são as mesmas para o fenômeno social que hoje explode no Oriente Médio, nomeado por alguns de "Neoarabismo", mas o que se pode enxergar neste momento é o descontentamento da população de países governados com "mão de ferro" por governantes ou governos anti-democráticos, servis ao Ocidente e o esgotamento de lideranças que se mantiveram no poder por décadas.

O preço deste movimento tem sido cobrado por centenas de vidas perdidas nas manifestações reprimidas violentamente pelos governos, como o absurdo vivido na Líbia de Kaddafi, que ordenou o ataque a civis com uso de aviões militares.
Aeronaves militares abrem fogo em vários locais de Trípoli
O líbio Soula al-Balaazi, que disse ser ativista da oposição, afirmou à rede por telefone que caças da Força Aérea líbia bombardearam 'alguns locais em Trípoli'. Ele disse que falava de um subúrbio de Trípoli.
Nenhuma verificação independente da notícia estava disponível no momento.
Outro morador da capital também afirmou à TV que diversas áreas da capital estão sendo bombardeadas.
'O que estamos testemunhando hoje é inimaginável. Aviões de guerra e helicópteros estão bombardeando indiscriminadamente uma área depois da outra. Há muitos, muitos mortos', disse Adel Mohamed Saleh.
Um analista da consultora Control Risks, com sede em Londres, afirmou que o uso de aeronave militar contra o seu próprio povo indica que o fim está próximo para Muammar Kaddafi.
Esses realmente parecem ser os últimos e desesperados atos. Se você bombardeia a sua própria capital, é muito difícil ver como você pode sobreviver', disse Julien Barnes-Dacey, analista da Control Risks para o Oriente Médio.
'Mas eu acho que Kaddafi vai comprar a briga. Acho que os rumores dele fugindo para a Venezuela vão se provar errados. Na Líbia, mais do que em qualquer outro país na região, há a perspectiva de violência grave e conflito direto.
O secretário de Relações Exteriores britânico, William Hague, afirmara mais cedo que Gaddafi poderia estar se dirigindo para a Venezuela, mas uma fonte do governo em Caracas negou a informação.

por  Cláudio Ribeiro, Palavras Diversas

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